Cabo da PM é acusado de abuso de autoridade e agressão, durante abordagem

Da Redação
22/02/2017 18:02:07
Cabo da PM é acusado de abuso de autoridade e agressão, durante abordagem

O PM teria levantado Santos pelo pescoço, causando os ferimentos na vítima

Capitão Cambuí deve ouvir vítima amanhã (23) e o caso pode ser apurado pela Corregedoria da PM

O fisioterapeuta Anderson Nunes dos Santos, de 32 anos, prestou queixa contra um cabo da Polícia Militar de Paulínia, que, ao abordá-lo por volta do meio dia de domingo (19), teria agido  de forma abusiva e o agredido fisicamente.  Na delegacia, Santos relatou que ele e um amigo voltavam de Cosmópolis, quando, nas proximidades do Fontanário Municipal, uma viatura da PM sinalizou que ele parasse o veículo. “Prontamente, atendi a ordem policial”, afirma Santos.

O Cabo/PM Luiz, então, teria pedido para ele e o amigo descerem do carro e em seguida perguntado, duas vezes, se “havia algo de ilícito no veículo”. Santos respondeu que não, e o PM pediu que ambos  colocassem as mãos na cabeça. Segundo consta no boletim de ocorrência, o fisioterapeuta perguntou ao policial se ele não iria pedir o documento do carro. “Quem manda aqui sou eu. Quem dá as ordens sou eu”, respondeu o PM.

Na sequência, o policial teria ordenado “encosta aí seu verme, vagabundo, eu vou te f....”, e levantado a vítima pelo pescoço, empurrando-a contra a parede. O amigo de Santos tentou intervir, mas também teria sido empurrado pelo cabo militar. Ainda de acordo com o boletim, o policial encontrou uma latinha e uma garrafinha de cerveja dentro do carro do fisioterapeuta. “Informei a ele (policial) que a bebida foi consumida pelo meu amigo. E, meu amigo confirmou que a bebida era dele”, explicou Santos.
 
Mesmo afirmando que não havia ingerido bebida alcoólica e, segundo ele, sem o PM ter aplicado o teste do bafômetro, o fisioterapeuta foi multado por “recusa de etilômetro”, além de ter a carteira de habilitação e carro apreendidos. “Ele (o PM) decidiu que eu estava embriagado pelo olhômetro”, disse Santos. 

Após prestar queixa, a vítima foi ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito, cujo resultado, segundo ele, deve sair em quinze dias. No mesmo domingo, Santos também passou por uma consulta no Pronto Atendimento da Unimed, em Sumaré. Segundo declaração assinada pelo médico Silvio Oscar Noguera Servin, o paciente “apresentou escoriações na região cervical”. 

Outro lado
Procurado pelo Correio, o Capitão da Polícia Militar de Paulínia Rafael Cambuí disse que a corporação ainda não foi informada sobre o caso. “A partir do momento em que ele (Anderson) nos relatar os fatos, tomaremos todas as medidas cabíveis para que tudo seja  apurado, rigorosamente, pela Corregedoria da corporação”, afirmou Cambuí.

Na delegacia de Polícia Civil o caso foi registrado como lesão corporal e injúria. Nossa reportagem não conseguiu localizar o cabo, para comentar as acusações. 

Foto: Cedida

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