Despejadas pelo prefeito cassado, famílias que ocupam prédios públicos receberão “auxilio aluguel” da...

Da Redação
01/04/2015 15:22:00
Despejadas pelo prefeito cassado, famílias que ocupam prédios públicos receberão “auxilio aluguel” da Prefeitura

[imagem] Em novembro do ano passado, o então prefeito Edson Moura Junior (PMDB) mandou derrubar as casas levantadas em uma área pública, localizada no bairro Saltinho. No loteamento clandestino, denominado “Acampamento Menezes”, moravam cerca de 130 famílias de baixa-renda, que receberam da então administração mourista a promessa de que seriam contempladas com casas do Residencial Pazetti, um conjunto habitacional legalizado, vizinho ao acampamento. 


No dia 16 de novembro, o prefeito cassado Moura Junior (PMDB) esteve no Menezes sorteando casas do Pazetti entre os moradores do acampamento. Antes do sorteio, a Secretaria de Habitação, na época comandada por Danilo Garcia, fez todas as famílias  assinarem um termo de autorização de demolição das casas que levantaram no acampamento, já que, após o sorteio, elas se mudariam para as casas legalizadas do Pazetti. Entretanto, diferente do que foi prometido, dezenas de famílias do Menezes não foram contempladas com casas do Pazetti e, de posse das autorizações, a ex-administração Moura Junior (PMDB) mandou derrubar o acampamento, deixando-as desabrigadas.

A demolição foi repercutida pela imprensa e o ex-prefeito determinou a remoção das famílias desamparadas para diversos prédios públicos, todos sem a menor condição de habitabilidade familiar. Em alguns casos, cinco famílias chegaram a dividir o mesmo espaço. 

Em fevereiro deste ano o prefeito Moura Junior (PMDB) foi cassado pela Justiça Eleitoral e no lugar dele assumiu José Pavan Junior (PSB), que determinou um levantamento sobre as condições das famílias despejadas pelo seu antecessor. Ontem (31), Pavan (PSB) enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei emergencial, criando um “auxílio aluguel” de R$ 600,00 (seiscentos reais) por mês, durante 6 (seis) meses, podendo ser prorrogado por apenas mais um período igual, para atender essas famílias, que, finalmente poderão viver em moradias e condições adequadas.

O Projeto de Lei 10/2015 deve entrar na próxima pauta de votação da Câmara, dia 14 de abril, quando os vereadores decidirão sobre a legalidade da proposta do Executivo. 

Foto: Arquivo/CP Imagem 

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