Aliados ignoram apelo da oposição contra gastos de milhões públicos, até com escritórios de Paulínia...

Da Redação
24/12/2014 01:03:00
Aliados ignoram apelo da oposição contra gastos de milhões públicos, até com escritórios de Paulínia no exterior

[imagem] Pelo mesmo placar, 10 a 4,  os vereadores (Edilsinho Rodrigues, Danilo Barros,, Marquinho da Bola, João Mota Pinto, Du Cazellato, Zé Coco, Simeia Zanon, Sandro Caprino, Tiguila Paes e Gustavo Yatecola), aliados do prefeito cassado Edson Moura Junior (PMDB) aprovaram, em primeira discussão, os projetos de lei que criam quatro novas secretarias municipais, dentre elas, a de Assuntos Institucionais e Federativos (SEMAIF), que prevê a abertura de escritórios de Paulínia até em outros países. 


Já a separação de Obras dos Serviços Públicos Municipais (PL 35/14), que “presenteia” o prefeito com  63 novos cargos comissionados, para ele empregar quem quiser, foi aprovada em definitivo, por 8 a 6. Os únicos vereadores mouristas contra esse projeto foram Danilo Barros (PCdoB) e Gustavo Yatecola (PTdoB). "Como questionei diretamente a Prefeitura sobre esse projeto e não obtive respostas, o meu voto é contrário", disse ele. Além de aumentar de 20 para 25 o número de Secretarias, a base mourista caminha para autorizar, definitivamente, a oneração da folha de pagamento municipal em mais de R$ 63 milhões, até 2016.

A oposição protestou contra o que considera “fora da atual realidade financeira e social do município”, mas não conseguiu sensibilizar os aliados mouristas.  “Se o nosso município está com dificuldade de pagar o salário dos funcionários, comprar seringa, agulhas, remédios e merenda escolar, sem contar que os prédios públicos estão em frangalhos e quase 100% deles condenados, é inadmissível, inconcebível e ininteligível aprovarmos essas novas secretarias”, ressaltou o vereador Fábio Valadão (PROS).

Angela Duarte (PRTB) e os petistas Custódio Campos e Doutor João Mota também votaram contra a criação das novas pastas. Para serem criadas, efetivamente, as novas secretarias precisam ser aprovadas também em segunda discussão (mérito). 

Foto: Claudia Arantes/CMP 

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