CAPRINO x GISELE BASSI e FACEBOOK : Líder mourista entra com ações contra rede social e usuária, pede para não...

Da Redação
10/12/2014 21:21:00
CAPRINO x GISELE BASSI e FACEBOOK : Líder mourista entra com  ações contra rede social e usuária, pede para não ser chamado de “CABRITO”, mas juiz diz que expressão não é ofensiva!

[imagem] Boaaaaaaaaa noooooite meus amoooooooooores! Mais uma liminar concedida pela desembargadora Diva Malerbi, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), devolve o cargo de prefeito a Moura Junior (PMDB), que já acumula cinco cassações, sendo quatro no mandato e uma logo após as eleições de 2012. Assim, Fiorella (PP) e Danilo Barros (PC do B) voltam às suas posições de Presidente e Vice-Presidente da Câmara, respectivamente, e Amarildo Rodrigues (PT do B), o suplente que foi vereador por um dia, na sessão de ontem (9), sai de cena.  


Enquanto Paulínia vai afundando cada vez mais, sob o comando do pior prefeito de sua história, o TRE vai concedendo liminares embasadas numa única tese: que a alternância de poder causará prejuízos ao município. Repito o que já tenho dito: PREJUÍZOS (E GRANDES) A CITY ESTÁ TENDO COM A ADMINISTRAÇÃO QUE O TRE UM DIA CASSA, NO OUTRO MANTÉM. Mas, fazer o quê? A população, pelo jeito, tem que se apegar no dito: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Vamos em frente!

A sessão legislativa de ontem (9) foi movimentadíssima. Teve a volta do vereador líder de governo Sandro Caprino (PRB), após uma pequena pausa para cuidar da saúde, e a posse do suplente Amarildo Rodrigues (PT do B), no lugar de Danilo Barros (PC do B) que, finalmente, conseguiu presidir uma sessão inteirinha, no lugar do presidente titular, Marquinho Fiorella (PP), prefeito interino, até hoje (9). Muita gente estranhou o fato de Amarildo (PT do B) não ter usado a palavra, nem para agradecer as boas-vindas dos colegas. Nada de estranho, pois se no mandato de quatro anos Amarildo sempre “entrou mudo e saiu calado” das sessões, não seria no mandato de apenas um dia que ele falaria pelos cotovelos.

Com cara e voz de “perseguido sofrido” (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas), Caprino (PRB) começou perguntando por que os outros vereadores podem faltar e ele não. Tadinho, gente! “Disseram que eu fugi do debate. Eu não fujo de nenhum debate. Estou com as cópias dos exames que fiz, com datas e horas”, disse o vereador. O debate citado pelo líder mourista foi o que ocorreu na penúltima sessão da Câmara, dia 25 do mês passado, sobre a patifaria que fizeram com moradores do Acampamento Menezes. Prometeram casa pra todo mundo e depois muitas famílias ficaram a ver navios. “Nunca falei pra ninguém que todos iriam ganhar casas. Nem eu e nem o prefeito”, afirmou Caprino (PRB).

Sobre a ocupação, de madrugada, das casas do 3º Módulo do Pazetti, o vereador disse que não foi invasão, pois os moradores do Menezes contemplados tinham as chaves e os contratos das casas. “Eles mudaram de noite porque tiveram medo”, disse Caprino (PBR). Ele só não disse medo do quê. Sobre a reintegração de posse das casas do Pazetti, decretada pela juíza da 2ª Vara Cível de Paulínia, Marta Brandão Pistelli, o líder mourista disse que os “juízes de Paulínia estão mal informados” e questionou a decisão, alegando que as casas são da prefeitura. Oxi! Então, todos os compradores do Pazetti foram enganados? Ou seja, eles pensam que são os donos, mas não são, é isso?

Desde que a prefeitura “sorteou  e entregou as chaves do 3º Módulo do Pazetti”, dias 16 e 19, respectivamente, surgiram várias denúncias de suposto favorecimento à pessoas que não se enquadram no “Programa Prioritário Especial de Habitação” (o PL do Menezes), mas que teriam ganho casas no Pazetti.  

O vereador Tiguila Paes (PRTB), presidente da Comissão de Habitação da Câmara, primeiro apresentou dois Requerimentos, solicitando à Secretaria Municipal de Habitação informações detalhadas sobre o processo Menezes/Pazetti, depois protocolou na Presidência da Casa a contratação de uma empresa especializada em gestão e auditoria habitacional, para auxiliar na investigação oficial que a Câmara fará sobre as supostas irregularidades. “Vamos a fundo nas investigações, pois precisamos dar uma resposta a sociedade”, afirmou Tiguila (PRTB).

“Tem um vereador dando casa lá. Tem Secretário dando casa lá. Então eu também quero que você me uma arrume uma casa”. Segundo o vereador Fábio Valadão (PROS), esse foi o teor de um telefonema que ele recebeu de um munícipe. “Então, eu torço para que tudo tenha ocorrido com muita transparência, mas precisamos apurar se houve ou não irregularidades”, disse Valadão (PROS). Sobre investigar, Caprino (PRB) disse que concorda, desde que se investigue também a corretagem que, segundo ele, aconteceu nas primeiras comercializações do Pazetti, bem como a ilegalidade do pagamento de entrada e pré-obra, pelos compradores dos dois primeiros módulos do residencial. 

“Independentemente das supostas irregularidades terem acontecido nesta ou nas administrações anteriores, esta Casa não deixará de apurar tudo. Quero deixar isso bem claro, pois do jeito que o vereador (Caprino) falou dá a impressão que nós, demais vereadores, podemos nos omitir diante desta ou daquela administração”, garantiu a vereadora Angela Duarte (PRTB).

“Não tenho nada contra os moradores do Pazetti”, repetiu Caprino (PRB), pela milésima vez. Oras, se não tem nada contra os primeiros compradores do Pazetti, por que o vereador nunca moveu uma palha, oficialmente, no sentido de ajudá-los a serem ressarcidos dos valores da entrada e pré-obra, que ele mesmo considera ilegais? Como líder e chegado do “prefeito dia sim, outro não”, o vereador bem que poderia ter usado o seu prestigio para convencer Moura Junior (PMDB) a encontrar uma forma legal de devolver o dinheiro das famílias, concordam? E mais: igualar o valor das prestações dos primeiro e segundo módulos com o do terceiro.

Aí sim, Caprino (PRB) poderia estufar o peito para falar de imparcialidade. Em vez disso, o vereador se preocupou apenas em defender com unhas e dentes a aprovação do PL 37/14, intitulado por ele próprio de “PL do Menezes” e que acabou gerando a patifaria que temos acompanhado. Ah, me poupe!

Mas o principal assunto de Caprino (PRB), na sessão de ontem (9), não foi nem esse, mas sim uma série de 9 (nove) ações por danos morais, cumulados com pedidos de indenização, que ele está movendo contra a rede social Facebook, sendo que em uma delas também figura, como ré, a dona de casa Gisele Bassi Perozzo. As ações tramitam no Juizado Especial e em todas elas Caprino (PRB) pediu à Justiça a exclusão e indisponibilidade de todos os conteúdos virtuais, que entende lesivos à sua moral, em face das razões expostas nos processos. 

Dos pedidos, a Justiça acatou 4, rejeitou 4 e falta julgar um. Duas audiências de conciliação aconteceram na manhã de hoje (10), três serão realizadas no dia 22 de janeiro, uma no dia seguinte, 23, e três no dia 5 de fevereiro do próximo ano. Na primeira audiência de hoje, às 10h15, o Facebook apresentou contestação e não houve acordo. Já a segunda, quinze minutos depois, não foi realizada, pois mesmo os representantes legais do Facebook estando presentes, a outra requerida na ação, Gisele Bassi Perozzo, não compareceu, por não ter sido citada pela Justiça. Entrei em contato com Gisele que confirmou ainda não ter recebido nenhuma notificação judicial sobre o caso.

Caprino (PRB) tem bronca de Gisele Bassi porque algumas vezes ela o chamou de “Cabrito” (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa  aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa  aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas) nas redes sociais. O vereador considera a expressão ofensiva à sua moral, mas o juiz Carlos Eduardo Mendes, da 1ª Vara Cível da City, não entendeu assim. “Ante o exposto, por não vislumbrar a ocorrência de fato ofensivo, uma vez que as expressões utilizadas “caprino”, “cabrito” têm mais conotação de gracejo que de ofensa, indefiro o pedido de tutela antecipada em que requer o autor (Caprino) a exclusão e indisponibilidade do conteúdo virtual que entende lesivo ao seu patrimônio moral, em face das razões expostas”, decidiu o magistrado, na ação contra Gisele.

Caso vença todas as ações por danos morais e a Justiça conceda o valor integral de cada indenização pedida por Caprino (PRB), no final de tudo, o vereador deve embolsar pouco mais de R$ 260 mil. Eita peste! Quem sabe assim o vereador não paga o que está devendo à Justiça Eleitoral (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas). É, meu bem!. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), desde julho deste ano o líder mourista não paga as parcelas de R$ 400,00, referentes à uma multa eleitoral de R$ 30.800,00 (trinta mil e oitocentos reais), que ele dividiu em 77 vezes iguais, mas só pagou doze, até hoje.

Quando tinha um jornal lá em Holambra, Caprino (PRB) foi condenado numa ação de direito de resposta, impetrada pelo atual prefeito da cidade das flores, Fernando Fiori de Godoy. Segundo a Justiça Eleitoral, o então dono do jornal “O Município”, teria fechado o semanário com o intuito de driblar a decisão judicial e, por isso, acabou multado. É mole?

Por hoje, é só! Uma noite maravilhosa para todos nós. Beijos, abraços e fiquem com NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! Au revoir!

Fotos: Claudia Arantes/CMP e Reporção/Facebook Gisele Bassi

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