A decisão da juíza Marta Brandão Pistelli saiu no fim da tarde de terça (18), mas a Prefeitura só tomou...

Da Redação
22/11/2014 23:52:00
A decisão da juíza Marta Brandão Pistelli saiu no fim da tarde de terça (18), mas a Prefeitura só tomou ciência na manhã de quarta (19)

[imagem] No início da noite de hoje (21), o comandante da Polícia Militar de Paulínia, Rafael Cambuí Mesquita Santos, explicou ao Correio Paulinense Online porque a polícia não impediu a ocupação de 140 casas do Residencial Pazetti, na madrugada de terça (18) para quarta (19). “Embora tenha nos causado estranheza o fato das famílias do Menezes estarem mudando naquele horário (por volta das 02h30min), para o Pazetti, não impedimos a mudança porque elas apresentaram as chaves e os contratos dos imóveis, entregues pela Prefeitura”, explicou ele.


Ao ser questionado sobre a liminar expedida no final da tarde de terça-feira ((18) pela Juíza Marta Brandão Pistelli, da 2ª Vara de Cível de Paulínia, proibindo a prefeitura de entregar as casas do módulo III do Pazetti, o Capitão Cambuí, como é conhecido, justificou que “no momento da ocupação a Prefeitura ainda não havia sido notificada oficialmente”, o que aconteceu somente na quarta-feira de manhã. “Inclusive acompanhamos os oficiais de justiça, durante a notificação da Prefeitura e a partir daí cuidamos para que nenhuma outra casa fosse ocupada”.

Capitão Cambuí confirmou a existência de um vídeo feito pela própria PM no Acampamento Menezes, momentos antes da ocupação. Na gravação, segundo ele, um morador do Menezes aparece mostrando a chave e o contrato da casa que ocuparia no Pazetti, instantes depois. Em reunião com vereadores, antes da solenidade em comemoração ao Dia da Bandeira (19), o comandante chegou a dizer aos parlamentares que o vídeo mostrava também moradores do Menezes recebendo as chaves de funcionários da prefeitura, momentos antes de ocuparem o o residencial, mas, hoje, ele corrigiu a informação. “Na verdade, quando conversei com os vereadores, ainda não tinha visto as imagens. Após assistir, constatei que elas apenas mostravam o morador com a chave e o contrato da casa”, esclareceu.

Na quarta-feira, uma moradora do Menezes afirmou à reportagem da Band/Campinas que as chaves das casas foram entregues pela Prefeitura na noite em que ocorreu a ocupação, por isso as famílias mudaram para o residencial. O secretário de Habitação de Paulínia, Danilo Garcia, confirmou ontem (21) à EPTV Campinas que os moradores do Menezes decidiram antecipar a mudança para o Pazetti, após serem avisadas da liminar que impedia a Prefeitura de entregar as casas.

Por outro lado, Garcia negou que a Prefeitura tivesse autorizado a demolição das casas do acampamento, mas a versão do secretário acabou desmentida, depois que máquinas da empresa Corpus, responsável pela limpeza pública municipal, foram filmadas pela equipe da EPTV/Campinas derrubando os “barracos”.  “Tomei um susto muito grande, pois estava dentro de casa com a minha esposa e a minha filha, quando ouvi o barulho do trator vindo derrubar a casa”, disse um morador do Menezes.   

Também no final da tarde de quarta-feira (19), o juiz da 1ª Vara Cível de Paulínia, Carlos Eduardo Mendes, deferiu o pedido de reintegração de posse dos imóveis ocupados, feito pela Associação de Moradores do Residencial Pazetti. A reintegração foi noticiada em primeira mão pelo Correio Paulinense Online e depois repercutida por outros veículos de comunicação. “Estou sabendo dessa reintegração agora, que você está me falando”, disse o Capitão Cambuí ao nosso repórter. Pela decisão, a reintegração deve ser executada em até 20 (vinte dias). 

Foto: Claudia Arantes/CMP

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