


Nº 49 - 03/03/10 - COMEÇOU MAIS UM FESTIVAL DE BAIXARIAS E SUBESTIMAÇÃO DA MEMÓRIA E INTELIGÊNCIA DO POVO. A terceira sessão ordinária do ano da Câmara Municipal, ontem (02), foi um verdadeiro misto quente, de quinta categoria, daqueles feitos com pães mofados, apresuntado e queijo que deixa a língua amarelada por dez dias. Pela mãe do guaaaaaaaaaaaaaaaaaarda! Muita demagogia, cara-de-pau, omissão, contradição, esperteza, estratégia barata e um falso-moralismo (político) de dá noooooojo. Por isso, sobre a “participação especial” do meu querido amigo
Emerson Eduardo dos Santos, o popular Gordura, ex-vereador, presidente da Câmara e secretário de Habitação no governo Moura (PMDB), vou usar o bordão da Copélia (Arlete Salles) do extinto (?) “Toma Lá, Dá Cá” : PREFIRO NÃO COMENTAR! Mas, como disse muito bem o experiente Bonavita (PMDB), “ISSO É SÓ O COMEÇO".
Prestes a completar 17 anos de carreira, já vi inúmeras vezes esse videoclipe horroroso, mas, mesmo assim, ele ainda consegue me assustar. Quase todo mundo fala em nome do povo, pelo povo e para o povo, quando, na verdade, querem mais é que o povo se f.... (é isso mesmo). Para determinados sujeitos, que o povo fez a besteira de transformar em políticos, o próprio povo continua sendo apenas o passaporte para o poder e a garantia de milhares de oncinhas “extras” (uma em cima da outra). Porém, se elas (as oncinhas) não são liberadas (de um jeito ou de outro) eles se rebelam, viram bichos e colocam em ação o chamado “plano B”: como num passe de mágica, transformam-se em bons mocinhos, defensores ardorosos dos interesses do povo, da moral e dos bons costumes políticos. Aiiiiiiiiiiiiiii Meu Pai!
No “plano B” vale tudo, até enxergar a doença alheia como uma excelente fonte de renda. É o caráter ganancioso do sujeito público vindo à tona. O amigo assume por ele a direção ou propriedade (seja lá que cargo for) da clínica especializada no tratamento de uma patologia especifica e os dois, em pouco tempo, poderão ganhar ganha rios de dinheiro. Ou alguém acredita que cairá dos céus, por exemplo, uma “AACD da hemodiálise” em Paulínia? Du-vi-de-o-dó! Saúde, meu bem, custa muito caro, caríssimo, portanto, de graça (e ainda por cima de forma muito precária, aqui e em qualquer canto do País) só a PÚBLICA.
Vale também, fazer de conta que não ouviu. Na coluna passada, aplaudi a presença do petista Custódio Campos no lançamento do pacote de medidas do governo Pavan (DEM), sexta-feira (26), no Theatro Municipal “Paulo Gracindo”. Mas acho que a acústica do local, atestada por especialistas do ramo como uma das melhores dos palcos brasileiros, não deve ter alcançado muito bem os ouvidos do vereador. Além de mim, as outras quase 1.500 pessoas presentes no teatro, ouviram o espirituoso informar a procedência do dinheiro que custeará todas as medidas anunciadas, inclusive a Bolsa de Estudo, Renda Família e o Passe Família, bandeiras sociais que o próprio Custódio afirmou, na sessão de ontem, defender a muito tempo. Entretanto, um dos questionamentos feitos por ele sobre o “Pacotão do Xerife” (assim batizei a série de medidas anunciadas por Pavan) foi: DE ONDE VAI SAIR O DINHEIRO PARA TUDO ISSO? Huuuuum!!! Estou sentindo um forte cheiro de estratégia no ar. O "assumido" questiona e os "enrustidos" ficam calados, só na maciota, para não se queimarem com o povo. O meu olho esquerdo é irmão do direito e o do povo, também (gargalhadas).
Custódio demonstrou-se preocupado com o tempo de vida das medidas anunciadas por Pavan (DEM), especialmente, no quesito bolsa de estudo, para não frustrar os estudantes, lá na frente. Oras bolas! Como experiente militante político e vereador em exercício, o petista deveria lembra-se que, apesar de cada administração ter modus operandi diferenciado, cabe a Câmara e não ao Chefe da Administração Municipal a palavra final pela implantação ou extinção desse ou daquele programa social. Como ele bem frisou em seu discurso, a bolsa existia, depois foi extinta e agora poderá voltar. Mas por quê? Porque em outra legislatura (não me recordo qual, agora) os vereadores aprovaram a bolsa, depois votaram pela extinção dela e, agora, A ATUAL LEGISLATURA, pode fazê-la voltar, SE QUISER, é claro. Estou errado? TRADUZINDO: o Prefeito QUER VOLTAR A BOLSA DE ESTUDO E IMPLANTAR AS OUTRAS MEDIDAS QUE ANUNCIOU PARA A POPULAÇÃO, mas cabe à CÂMARA AUTORIZAR OU NÃO. Esse é o resumo ópera!
Meus amores, vamos continuar e terminar na próxima página. CLIQUEM AQUI!



