


18/01/10 - Hoje, estou soltando fogo pelas ventas, meus amores. Um senhor de 74 anos, ficou três dias internado (de 3 a 5, desse mês), desses, dois em jejum, para ser operado de hérnia, porém, os médicos cancelaram a cirurgia, em cima da hora, por falta de uma tela de polipropileno, necessária para o procedimento cirúrgico. E se vocês estão pensando que isso aconteceu numa cidade pobre do interior nordestino, estão redondamente enganados. Aconteceu aqui, na nossa quase bilionária Paulínia City. E até a última sexta-feira (15) os incompetentes (quem se encaixar neste adjetivo que vista a carapuça e pronto) da Saúde ainda não tinham comprado a “miséravi” da tela, segundo me disse Simone Oliveira, filha do paciente José Vicente de Oliveira, morador do João Aranha e mais uma vítima dessa safadeza pública. Resultado: seu “Duda”, como é chamado, necessita da cirurgia, mas enquanto não “sobrar” um dinheirinho na Prefeitura para comprar a tela, ele vai ter que esperar, sabe Deus até quando. E se estivesse faltando somente essa tal tela no Hospital Municipal da Cidade, era “bom”. Há muito tempo, vem faltando tudo por lá, até lençol.
Claro que o problema da Saúde não começou e muito menos vai acabar no governo do prefeito José Pavan Júnior (DEM). O caos está instalado por lá faz muito tempo. Mas, como candidato a vereador, ajudei a eleger o nosso espirituoso prefeito prometendo às pessoas que ele iria priorizar áreas como a Saúde, para que não acontecesse mais esse tipo de sujeira. E cadê? Já se foi um ano de governo e parece que a coisa está é pior. Tudo bem, que o primeiro ano foi turbulento, com cassação e outras perturbações mais na cabeça de Pavan (DEM). Mas, e a secretária da pasta, Mônica Rosa Focesi, passou esse tempo todo fazendo o quê? No cabeleireiro? Só se foi. Ainda mais como médica (clínica geral) ela tem a obrigação de exigir da administração pelo menos o básico para a sua área, pois é uma questão de vida, ou melhor, de vidas.
Gente do céu, não justifica deixar de comprar o básico para a Saúde e vou explicar porque penso assim. Mesmo com todas as turbulências do ano passado, não deixaram de gastar milhões com o carnaval, festival de cinema, aniversário da cidade, festa do peão, show de padre, patrocínio de filmes, entre outros. Claro que não sou contra a nada disso. A cidade tem que oferecer cultura e lazer para a população, sempre. Mas, para uma população com saúde e não doente. Por exemplo, enquanto deixam de comprar uma tela de polipropileno, que custa em média R$ 160,00, para (quem sabe) salvar vidas, dão R$ 800 mil para uma produtora de filme, R$ 1,5 milhão para outra e por aí vai. É ou não uma incoerência absurda? O Brasil padece com a má distribuição de renda e Paulínia com a péssima divisão dos recursos públicos.
No ano passado o prefeito tinha total liberdade sobre os recursos do município. Aí eu pergunto: será que os quase R$ 149 milhões de reais para a Saúde em 2009 foram realmente investidos nela ou alguma parte desse valor foi desviada para atender outra (s) secretaria (s)? Agora, meus amores, vocês vão começar a entender direitinho como é importante a Câmara fiscalizar esse tipo de coisa. O orçamento para a Saúde este ano é de quase R$ 132 milhões de reais (até baixou) e desse total, o Prefeito só poderá remanejar para outros fins até 7%. Passou disso, tem que pedir autorização para a Câmara. Ou seja, se os vereadores exercerem mesmo o papel deles, 93%, dos R$ 132 milhões, irá mesmo para a Saúde. Aí, a coisa poderá melhorar. Agora, para encerrar o assunto da falta da tela (por enquanto), um apelo: “Doutora Mônica, querida, o seu Duda necessita da cirurgia. Como secretária e, principalmente, médica exija a compra da tela de polipropileno para ele poder ser operado e melhorar a sua qualidade de vida. A família aguarda ansiosa por isso e qualquer coisa é só ligar para a filha do paciente, no telefone 3833.1930 - Simone”. O apelo foi feito, agora é com vocês (Prefeito e Secretária).
Um dos últimos temporais na city praticamente derrubou o muro que fica na portaria por onde entra os vereadores na Câmara Municipal. E claro, o presidente da Casa Marquinho Fiorella (PP) deverá providenciar o conserto. Só espero que essa brincadeirinha não custe mais R$ 70 ou R$ 79 mil aos cofres públicos, afinal, não trata-se de nenhum muro de Berlim (gargalhadas).
Mesmo diretor de imprensa municipal, o queridíssimo Didi Inácio não troca o seu velho e bom fusquinha por nenhum Corolla. Está certíssimo, pois começar a esbanjar depois de assumir um cargo público não é muito indicado, para ninguém. Mas, a maioria não tá nem vendo, quer mais é exibir carros de luxo, frequentar cassinos e rodeios de Las Vegas, duas vezes por ano, contratar construtora para reformar apartamento, hospedar-se na suíte presidencial do cinco estrelas mais caro de Brasília e frequentar a Daslu, tudo com o dinheiro do...(cala-te boca...gargalhadas).
Bem, eu vou ali vê se tenho dinheiro pra colocar álcool no carro e ir até o Centro (gargalhadas). Muitos beijos, abraços e que Deus nos conceda uma semana abençoaaaaaaaaaaada. Até amanhã, meus amores!


